Postagens

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Indicação de Livro: Em Busca de Identidade

Bibliografia: Knight, George R. Em Busca de Identidade: O Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas do Sétimo Dia. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005. 220 p.

Sinopse: “Como as crenças adventistas se modificaram através dos anos? O autor revela, com franqueza, o vaivém das correntes doutrinárias dentro do adventismo, inclusive as controvérsias sobre a porta fechada, a lei em Gálatas na assembléia da Associação Geral de 1888, a Trindade, o panteísmo, o fundamentalismo, a natureza de Cristo e a inspiração. Mostra também, que, apesar das controvérsias, Deus tem conduzido o adventismo a uma compreensão mais ampla e profunda da verdade eterna” (Fonte: CPB).

Comentário: O Dr. George Knight, é doutor em educação e foi por muitos anos professor de História da Igreja na Universidade Andrews. É autor de vários livros sobre educação e história da igreja, tais como: Uma Igreja Mundial, A Mensagem de 1888 (pela Casa Publicadora Brasileira) e Filosofia e Educação (pela Unaspress). Aposentado, atualmente mora no estado do Oregon, nos Estados Unidos.
O livro possui oito capítulos, além de um prefácio (“Palavra ao Leitor”) redigido por Neal C. Wilson, ex-presidente da Associação Geral, uma breve nota introdutória do próprio autor (“Nota do Autor”), uma lista de abreviaturas e um índice final.

O primeiro capítulo, “A Natureza Dinâmica da ‘Verdade Presente’”, é uma introdução geral do assunto do livro. Knight começa explicando como seria difícil para o adventismo primitivo aceitar as condições para se tornar membro da igreja hoje, dado que muitas de nossas crenças atuais são diferentes da moldura teológica de muitos de nossos pioneiros. Assim, ele mostra o objetivo geral do livro que é mostrar os principais desenvolvimentos teológicos ocorridos desde que o adventismo se iniciou até os dias atuais. Além disso, o autor destaca três conceitos importantes defendidos pelos pioneiros. O primeiro era de que a “verdade presente” não é algo estático, tornando-se engessado uma vez definida, mas dinâmica e suscetível a ampliações e, até mesmo, modificações. O segundo era a aversão contra um credo rígido que não permitisse a incorporação de nova luz proveniente do estudo da Bíblia. O terceiro, de certa forma, controlavam os dois conceitos anteriores, pois a nova luz não poderia ir de encontro com os pilares da fé, aquelas verdades fruto de árduo estudo bíblico e que proviam sua identidade como movimento profético.

Os dois próximos capítulos, intitulados respectivamente “O Adventismo não Nasceu no Vácuo” e “O Fundamento Teológico dos Mileritas” mostra o contexto geral e o contexto específico nos quais surgiu o adventismo. George Knight identifica cinco principais orientações existentes no século XIX e outros dois fatores menores que influenciaram o adventismo: (1) a influência anabatista, mais do que outros ramos do protestantismo, (2) o restauracionismo, especialmente o ramo proveniente da Conexão Cristã, (3) o metodismo, (4) o deísmo, e (5) a influência puritana. Os outros dois fatores menores seriam a crença de que o “homem comum” poderia tornar-se o que quisesse, inclusive teólogo, mesmo sem estudo formal e a expansão do baconismo, ou método científico clássico.

A moldura específica do adventismo é o movimento milerita, iniciado por Guilherme Miller, onde quadro temas se destacam como base teológica do adventismo: (1) o método de Miller para estudar a Bíblia, levando em conta toda sua extensão e comparando textos obscuros com textos claros se chegar a uma interpretação correta, além da concepção de que a Bíblia era sua própria intérprete; (2) o conceito da iminente, visível, pré-milenial e literal volta de Jesus, dentro da moldura historicista de interpretação das profecias e dos conceitos geralmente aceitos de que o santuário “deveria” ser a Terra e a Igreja, além da interpretação da parábola das dez virgens, especialmente o detalhe do fechamento da porta e o alto clamor; (3) a interpretação da “hora do juízo” na primeira mensagem angélica como o juízo retribuitivo da segunda vinda de Cristo e a interpretação da queda da Babilônia na mensagem do segundo anjo como a apostasia das igrejas que, perto de 1843, começaram a remover de seu rol de membros os mileritas; e (4) o movimento do sétimo mês que identificou o fim do período profético dos 2300 dias de Daniel 8:14 com a data de 22 de outubro de 1844 e o grande desapontamento que ocorreu neste dia.

No quarto capítulo, o autor mostra o primeiro período de desenvolvimento teológico no adventismo, entre 1844 e 1885, onde o a pergunta era “O Que é Adventista no Adventismo?” (também o título do capítulo). Em primeiro lugar, o movimento milerita lutou para entender sua identidade após o desapontamento e, por algum tempo, se apegou a crença da “porta fechada” desenvolvida nos anos antes de 1844. Três grupos se desenvolveram após o desapontamento, sendo que do grupo que ainda concordava com os cálculos proféticos mas entendia que o evento para o qual eles apontavam era diferente e, por isso, continuaram estudando a Bíblia por mais luz, surgiu o adventismo sabatista. Este grupo dedicou horas sem fim ao estudo da Bíblia e desenvolveu suas ideias e doutrinas diretamente a partir desse estudo. Nesse ínterim, após estudo e oração, Hiram Edson, O. R. L. Croiser e F. B. Hahn receberam a luz especial concernente ao santuário celestial e o ministério bifásico de Jesus como sumo sacerdote no Céu. Ao mesmo tempo, Raquel Oaks trouxe para o adventismo a luz sobre o sábado do sétimo dia, ampliada e sistematizada grandemente por José Bates, que se tornou conhecido como “o apóstolo do sábado”. Por fim, o adventismo desenvolveu sua concepção da imortalidade condicional do homem pelos escritos de George Storrs e da influência conexionista de Tiago White e José Bates. Estas quatro doutrinas foram emolduradas pelo estudo das três mensagens angélicas de Apocalipse, cuja interpretação, nesse tempo, também foi modificada, entendendo-se a “hora do juízo” como o juízo investigativo e a queda da Babilônia em dois momentos, uma no passado e outra no futuro. Além disso, a marcação de datas cessou e os pioneiros revisaram sua posição quanto a doutrina da porta fechada.

“O Que é Cristão no Adventismo?” é o título do quinto capítulo que explora os desenvolvimentos teológicos entre os anos de 1886 e 1919, sendo o título do capítulo a pergunta que, segundo Knight, o adventismo foi desafiado a responder. O ponto nevrálgico desse período foi a assembleia da Associação Geral de Minneapolis, em 1888. Das reuniões desse período, quatro grandes desdobramentos teológicos se desenvolveram: (1) onde está a autoridade para resolver questões bíblicas? Durante esse período, os lideres e eruditos denominacionais correram o risco de buscar resolver os impasses doutrinários com o auxílio de quatro outras fontes que não a Bíblia – a opinião de especialistas, os cargos administrativos, a tradição adventista e a tentativa de formalizar um credo engessado. Além disso, tentou-se nesse período apelar aos Testemunhos como forma de dirimir questões, tentativa que Ellen G. White rejeitou veementemente. (2) Ao enaltecer a contribuição “dos jovens pastores da Califórnia”, Ellen White não endossou tudo o que Jones e Waggoner pensavam, mas apontou o fato de que eles tinham chamado a atenção da denominação para algo que eles haviam a muito esquecido: a justificação pela fé. O adventismo estava ressecado com sua apologia e ênfase legalística que necessitava rebatizar-se com a fé salvadora em Cristo. Além disso, com essa ênfase na justificação, Apocalipse 14:12 ganhou uma nova dimensão. Os adventistas já “guardavam os mandamentos de Deus”, mas necessitavam agora ter a “fé em Jesus”. (3) Juntamente com a ênfase na justificação, tornou-se necessário um estudo mais aprofundado da divindade, especialmente a natureza divina de Jesus e a personalidade do Espírito Santo. Nesse momento, Ellen White contribuiu apontando o caminho para uma compreensão trinitariana da divindade. (4) O último desdobramento do período pós-1888 teria de ver com a natureza humana de Cristo. Jones, Waggoner e Prescott desenvolveram o conceito de que Jesus possuía uma natureza exatamente igual ao homem depois da queda. Assim, o fato de que Cristo obtivera vitória sobre o pecado deveria se reproduzir em seus seguidores, pois possuíam a mesma natureza. A visão de Ellen White, contudo, influenciada pela concepção arminiana de Melvill sobre o assunto, era de que Cristo encarnou-se com as fraquezas humanas, mas não com suas propensões ao pecado.

Durante o período de 1919 a 1950, outra questão norteou os desenvolvimentos teológicos adventistas, segundo Knight: “O Que é Fundamentalista no Adventismo?”, título do sexto capítulo. Este período encontrou o protestantismo polarizado entre o liberalismo, influenciado pelas tendências modernistas da época, e o conservadorismo ou fundamentalismo. Muitas questões dividiam os dois grupos, mas principalmente a questão da autoridade religiosa: para os liberais, a autoridade estava na razão; para os conservadores, na Bíblia. No meio do fogo cruzado estava o adventismo, que foi influenciado pelos embates do período e se via como o verdadeiro movimento fundamentalista. No entanto, também se deixou levar pelos estremos fundamentalistas de sua época e queria atribuir à Bíblia uma concepção inerrante e de inspiração verbal, o que influenciou o adventismo a uma tentativa de aplicar os mesmos conceitos aos escritos de Ellen White. Além disso, o adventismo lutava para se livrar da tendência, herdada de Jones, de fazer teologia com base nos Testemunhos e não na Bíblia. Outra importante ênfase nesse período foi o renascimento do interesse pelo tema da justificação. Um último desenvolvimento desse período foi a teologia da “última geração” arquitetada por M. L. Andreasen, cuja influência seria sentida no adventismo até nossos dias. Ele formulou a ideia, com base na plataforma teológica de Jones e Waggoner, que a última geração de crentes sobre a terra atingirá a perfeição e vindicará o caráter de Deus. Knight mostra a falácia dessa teologia e encerra o capítulo indicando o surgimento do famoso “adventismo histórico” que não sabe interpretar o desenvolvimento histórico da teologia adventista e se focaliza, na verdade, em concepções muito tardias do adventismo.

No sétimo capítulo, “O Adventismo em Tensão Teológica (1950-)”, mostra os últimos desenvolvimentos na teologia adventista. Para Knight, “[a] nova ênfase iniciada na década de 1950 foi diferente no sentido de que, em vez de enfocar uma única pergunta, os diversos setores do adventismo fizeram todas as três perguntas simultaneamente” (p. 165). Esse período viu o surgimento do Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia, a criação de um departamento de pesquisas bíblicas, a edição do Seventh-Day Adventist Bible Commentary e o aumento no número de professores com graus acadêmicos. Quatro linhas gerais podem ser vistas nesse período: (1) a busca pelo adventismo histórico, que iniciou com a paulatina rejeição das ideias de Andreasen, a publicação do Questions on Doctrine, passando pela teologia de Heppenstall e finalmente a crise Ford no fim da década de 1970, início da década de 1980; (2) a busca do significado de 1888, que trouxe a tona as críticas de Wieland e Short, que segundo o autor, não resgatam o verdadeiro significado dos assuntos tratados no período e cujo foco foi a integração entre da “lei de Deus, no contexto do centro do livro do Apocalipse, com a ênfase evangélica na salvação em Cristo” (p. 190); (3) a busca do papel e autoridade de Ellen White, quando houve um processo de re-entendimento do papel dos Testemunhos em relação a Bíblia, com uma renovada ênfase no estudo da Bíblia como principal e única fonte de doutrina e prática; e (4) a busca por uma teoria da inspiração, que, apesar de ter estado na superfície em vários momentos, até agora não foi tratado de maneira profunda pelo adventismo e que tem sido influenciada pela divulgação de textos inéditos de Ellen White, o número de eruditos adventistas e o método adequado de estudo da Bíblia.

No último capítulo, “O Que Tudo Isso Significa?”. Knight fornece as três principais conclusões a que ele chega tendo em vista o estudo histórico do desenvolvimento da teologia adventista: (1) a polarização sempre leva ao extremismo ao invés de uma posição moderada, enfatizando mais um lado da questão do que outro ao invés de colocar os diversos pontos de uma discussão na devida perspectiva e equilíbrio; (2) precisa-se manter sempre o espírito dos pioneiros em continuamente buscar nova luz ou aprofundamento da luz existente, nunca contentando-se com os desenvolvimentos já alcançados; e (3) o adventismo tem duas plataformas basilares: suas crenças essencialmente adventistas e aquelas compartilhadas com outros grupos cristãos, tudo dentro da moldura do grande conflito e do papel profético do adventismo, cujo melhor sumário, para o autor, ainda é Apocalipse 14:12.

“Este volume”, declara Knight, “examina o desenvolvimento histórico da teologia adventista”; e “é a primeira tentativa de fornecer uma visão abrangente do desenvolvimento da teologia adventista” (p. 10 e 12). Seu propósito é ajudar “os leitores a compreender melhor a teologia adventista e seu desenvolvimento histórico” (p. 13). A grande ideia do livro é dar um panorama geral dos desdobramentos teológicos adventistas. Sua ênfase é mais específica do que outro volume publicado pelo autor (Uma Igreja Mundial) que tinha por objetivo dar uma história geral do desenvolvimento denominacional do adventismo.

O autor conhece profundamente as fontes que utiliza, sendo, em sua maioria, fontes primárias. Sua avaliação dos cenários e passos históricos é bem abalizada. Contudo, apesar de conhecer as fontes, relativamente poucas delas são citadas diretamente. A razão dada para isso é a concisão que a séria da qual o livro faz parte preza. Knight faz pouco uso de fontes secundárias e quando o faz, na maior parte das vezes, se reporta a outros trabalhos seus.

Entre os pontos fortes do livro podemos destacar: (1) seu tamanho – relativamente pequeno para o tema proposto; (2) o arranjo temático das sessões – ou a interpretação histórica dada pelo autor – dividindo os períodos sob três perguntas; (3) a franqueza ao tratar de temas delicados ou aparentemente embaraçosos e, por consequência (4) o comprometimento com a acuidade histórica e honestidade acadêmica. Como pontos fracos, podemos citar o subtítulo da edição em língua, pois o livro lida muito mais com a teologia geral do que com doutrinas específicas do adventismo e o tratamento superficial dado a alguns temas que, mesmo se tratando de um volume conciso poderiam ter sido um pouco mais elaboradas.

Segundo o próprio autor, ele tinha “em mente leitores adventistas”, mas “também procuram [os livros da série em inglês] apresentar uma sólida introdução de seus respectivos temas à comunidade em geral”. Em alguns momentos, o volume pode parecer um tanto técnico, mas no geral ele está em um nível intermediário para o uso acadêmico e o uso popular.

domingo, 26 de junho de 2011

Indicação de Livro: Além do Planeta Silencioso

Bibliografia: Lewis, C. S. Além do Planeta Silencioso: Trilogia Cósmica. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010.

Sinopse: “‘Mais talvez do que qualquer outro escritor do século XX, Lewis obriga seus ouvintes e leitores a encarar de frente seus próprios pressupostos filosóficos.’ – LOS ANGELES TIMES

“‘Um livro delicioso, cheio de graça e sabedoria’ – COMMONWEAL

“‘C. S. Lewis tem o dom de nos fazer viver suas fantasias.’ – THE NEW YORK TIMES

Além do planeta silencioso é o primeiro livro da Trilogia Cósmica de C. S. Lewis, escrita nos tensos momentos que antecederam a Segunda Guerra Mundial e que foram concomitantes a ela. É uma parábola de sua época que acabou por resistir ao tempo e que tem sido apreciada por sucessivas gerações não só pela importância de seu conteúdo moral como também em razão da maravilhosa narrativa. Para o papel principal da trilogia, C. S. Lewis criou aquele que talvez seja o personagem mais memorável de sua carreira – o brilhante filólogo Elwin Ransom, uma pessoa objetiva, veemente e corajosa – inspirado no amigo J. R. R. Tolkien; nada mais justo, pois, no que se refere à amplitude imaginativa e à integridade criativa não de um, mas de dois mundos imaginários, a Trilogia Cósmica só foi igualada, no século XX, à trilogia tolkieniana de O Senhor dos Anéis. Os leitores que na infância se apaixonam pela série fantástica das Crônicas de Nárnia invariavelmente apreciam a Trilogia Cósmica quando ficam mais velhos. Também ela apresenta mundos estranhos e mágicos onde se travam combates épicos entre as forças da luz e as das trevas e é uma das obras mais extraordinárias da literatura inglesa de todos os tempos” (Fonte:
WMF Martins Fontes).

Comentário: Lewis é um mestre em narrar histórias. Aqueles que apreciam suas descrições envolventes e trama elaborada na série As Crônicas de Nárnia não ficarão nem um pouco decepcionados com este livro. Voltada mais para o público adulto (apesar de eu ter encontrado meu exemplar na seção infanto-juvenil!), esta ficção também trás como pano de fundo teológico-filosófico o cristianismo.

Não quero fazer muito comentário sobre o livro porque ele precisa ser lido pra ser apreciado. Aqueles que gostam do estudo de línguas vão gostar muito da narrativa, permeada pelas descobertas do filólogo Ransom da língua nativa em outro planeta. Além disso, só o fato de Lewis ter colocado como protagonista de uma ficção científica não um cientista, mas um filólogo, já é algo digno de nota.

Leitura formidável, com vários lampejos que questionam mesmo o nosso mundo mais de meio século depois de sua publicação. Altamente recomendado. Aguardo ansioso a publicação dos próximos dois volumes da trilogia.

Declaração Pública

Hoje vim aqui pra tirar as teias de aranha e a grossa camada de pó do blog. Sei que faz tempo que não escrevo nada por aqui e a razão é simples: desde o fim do ano passado meu tempo e energia são dedicados a obra do Senhor através do ministério pastoral. Nesse tempo, Deus derramou sobre minha esposa e eu grandes bênçãos.

Uma delas é a oportunidade que tenho agora de dedicar o período de um mês para meus estudos. Estou no IAENE - Instituto Adventista de Ensino do Nordeste, conhecido também como FADBA - Faculdades Adventistas da Bahia. Iniciei no último dia 20 o mestrado intra-corpus na área de Teologia do SALT - Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. A oportunidade é maravilhosa, mas a um custo muito grande: ficar semanas sem ter comigo meu tesouro mais precioso - minha esposa.

No dia que cheguei aqui, a saudade foi tão grande que a pena não parou até que o pequeno e frágil poema abaixo estivesse pronto. Não será considerado, imagino, uma joia da literatura universal, mas é a expressão de um marido louco de saudades. Esse é pra você, meu docinho...

Eu Queria Dizer Obrigado

Eu queria dizer obrigado
Pelo teu amor, pelo teu olhar,
Pelo sorriso que me vem acalmar,
Pelo abraço, pelo aconchego dos teus braços,
Pela segurança terna do teu regaço.

Eu queria dizer obrigado
Pelas orações silenciosas ou não,
Porque meu amor por ti não é vão,
Pelo incentivo e cuidado,
Pelo doce, doce beijo molhado.

Eu queria dizer obrigado
Pelo perdão e pela confiança,
Pelo olhar que traz esperança,
Pela mão que me afaga,
Pela presença que me abraça.

Eu queria dizer obrigado
Pelo suporte mesmo na distância,
Pelo desejo, tal qual ânsia,
Pelo perfume que me enebria,
Pela luz to teu amor que me alumia.

Eu queria dizer obrigado...
Eu quero...
Obrigado!
Related Posts with Thumbnails