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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Indicação de Livro: O Evangelho de Nárnia

Bibliografia: Greggersen, Gabriele, ed. O Evangelho de Nárnia: Ensaios para Decifrar C. S. Lewis. São Paulo: Vida Nova, 2006.

Sinopse: “Eis um autor capaz de gerar sentimentos tão antagônicos. Mas não precisamos ficar nessa dicotomia de amor e ódio. Precisamos, sim, entende-lo. E essa é a proposta desta publicação. O Evangelho de Nárnia é uma obra para todos os que querem refletir e aprofundar distintos aspectos da cosmovisão de C. S. Lewis.

“Este livro é uma tentativa de gerar no leitor o desejo de conhecer mais esse autor inteligente e empolgante. E para isso, um time de primeira linha foi reunido a fim de expor diferentes aspectos do pensamento desse intelectual irlandês que continua a influenciar gerações.

“Você conhecerá o Lewis educador e sua visão sobre a educação e o papel dos contos de fada no processo de aprendizado. Além de educador, Lewis era também um pensador cristão, e aqui você verá o que o “teólogo” Lewis, ao mesmo tempo polêmico e instigante, pensava sobre a oração e a doutrina da expiação.

“Escrito em primeiro lugar para quem conhece algo a respeito de C. S. Lewis, este livro também será extremamente útil para os que desejam conhecer o pensamento e trajetória literária desse escritor que conquistou não apenas a estante de muita gente, mas também as telas de cinema do mundo inteiro com a exibição do filme As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.

“Convidamos você a ir além do guarda-roupa a fim de conhecer um mundo novo, o mundo de C. S. Lewis” (Contracapa.).

Comentário: Apesar do título principal, esse livro não trata exclusivamente dos ensinos cristãos subjacentes a série de livros infanto-juvenis, As Crônicas de Nárnia, escrita por C. S. Lewis. Na verdade, é uma série de ensaios sobre vários aspectos da obra de Lewis.

No primeiro capítulo, “Um Convite para Ler C. S. Lewis,” escrito por Ricardo Quadros Gouvêa, faz um apanhado geral das obras de Lewis, mais ou menos de maneira cronológica e dando dicas para o leitor de suas obras mais relevantes na ficção, apologia e teologia. É um bom artigo introdutório para que o leitor tenha contato com as áreas nas quais Lewis escreveu e não se perder em meio a tantos títulos.

O mais teológico dos ensaios é o segundo, “A Doutrina da Expiação em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa,” escrito por Carlos Caldas. Nesse capítulo, o autor elenca algumas “teorias” da expiação, modelos pelos quais os teólogos, ao longo da história do cristianismo, entenderam o que aconteceu na cruz. O Dr. Caldas, então, compara o aparente modelo de expiação que transparece neste volume da série As Crônicas de Nárnia e chega a conclusão de que Lewis, talvez influenciado por sua área de estudo acadêmico, a literatura medieval, tenha imprimido nessa obra a teoria do resgate, que vê a expiação como uma transação entre Deus e Satanás. Excelente artigo sobre este aspecto da teologia evocado pelas cenas centrais de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.

O terceiro capítulo, “O Sentido dos Contos de Fadas,” foi escrito pela organizadora, Gabriele Greggersen. Ela trata da questão do conto enquanto veículo de verdades universais. Depois de uma introdução um pouco densa discutindo as questões da definição de conto em relação ao mito e outros tipos de literatura, a autora faz um resumo de um artigo de Tolkien sobre a função do conto de fadas. Em seguida, ela faz um estudo dirigido, baseado no modelo T. A. T. (thematic apperception test) levemente alterado (ao invés de basear-se nos valores de Maslow, a autora se baseia nos motivos éticos de Aristóteles – justiça, fortaleza, temperança e prudência) de como as histórias contadas em As Crônicas de Nárnia veiculam esses valores.

Andreiv Kalupniek escreveu o quarto capítulo, “A Lei Moral e a Educação.” Nele, o autor destaca que, apesar de ser um educador, Lewis não escreveu muito sobre o assunto. Mas nas ocasiões em que o fez, especialmente no livro A Abolição do Homem, C. S. Lewis ressalta que a educação deve ressaltar os valores morais básicos do ser humano, a lei moral. Bom artigo introdutório sobre o papel da educação na visão de Lewis.

No quinto capítulo, “Uma Abordagem Linguística de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa,” escrito por Nataniel dos Santos Gomes, trata, essencialmente, das diferenças entre algumas edições da série As Crônicas de Nárnia. Antes, porém, o autor faz rápidas considerações sobre as possíveis ordens nas quais os livros da série podem ser lidos, sobre Lewis e sobre a recepção que essa obra teve, principalmente por transmitir valores cristãos através de criaturas míticas pagãs. Por fim, o autor dá uma breve lista de temas cristos que ocorrem em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.

O último capítulo, escrito também por Gabriele Greggersen, “O Sentido da Oração,” trata quase que exclusivamente da abordagem de C. S Lewis ao tema da oração, conforme seu livro Letter to Malcolm: Chiefly on Prayer.

O livro como um todo é uma boa introdução ao mundo de C. S. Lewis, não exclusivamente o mundo fantástico de Nárnia, mas a Lewis enquanto autor, educador e teólogo. Eu mesmo esperava que todos os capítulos fossem primariamente baseados na série As Crônicas de Nárnia. Contudo, trouxe para mim outros aspectos de sua obra, especialmente sua trilogia espacial, cujo primeiro volume acaba de recentemente ser produzido pela editora Martins Fontes, Além do Planeta Silencioso.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

SBL e Logos Lançam Nova Edição do NT

A Logos Bible Software e a SBL (Society of Biblical Literature) anunciam o lançamento de uma nova edição crítica do Novo Testamento. A nova edição, The Greek New Testament: SBL Edition – SBLGNT, foi editada por Michael W. Holmes, professor de Estudos Bíblicos e Cristianismo Primitivo no Bethel College, St. Paul, Minnesota.

Uma das motivações para esta nova edição é trazer a memória dos estudiosos do NT de que a tarefa da crítica textual ainda não se encerrou. Ela aponta para mais de 500 divergências entre o texto padrão e outros testemunhos do texto bíblico. Segundo a SBL, “isso ... serve para chamar a atenção para um entendimento mais completo do objetivo da crítica textual do Novo Testamento: tanto identificar o texto mais antigo quanto estudar todas as leituras variantes pela luz que elas lançam sobre como ... as comunidades de fé adotaram, usaram, ..., estudaram e transmitiram” o texto.

Além disso, outra razão dessa edição é facilitar o acesso ao texto grego por parte de estudantes, professores e pesquisadores de lugares que não têm acesso fácil a edições crítico-textuais atuais de forma eletrônica. Para isso, esta edição pode ser utilizada pelos usuários do Logos Bible Software, mas também pode ser baixada em PDF.

Para ter acesso a esta edição crítica do Novo Testamento, clique aqui.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Indicação de Livro: Questões sobre Doutrina

Bibliografia: Questões sobre Doutrina: O Clássico Mais Polêmico da História do Adventismo. ed. anotada. Traduzido por Josemir Albino do Nascimento. Editado por George R. Knight. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2008.

Sinopse: “Questões sobre Doutrina é o produto de uma série de reuniões e diálogos entre alguns porta-vozes adventistas e uns poucos líderes protestantes. O livro foi escrito para apresentar uma visão mais clara sobre os ensinos adventistas para o mundo evangélico. Na época, muitos evangélicos consideravam a Igreja Adventista apenas uma seita.

“O objetivo, em grande parte, foi alcançado. Walter Martin, um dos interlocutores, considerava um dos pontos altos de sua carreira o fato de ajudar o público evangélico a ver os adventistas com outros olhos. Além disso, a publicação do livro motivou a Igreja Adventista a refinar sua teologia em vários aspectos.

“Ironicamente, porém, o livro que deveria aproximar a Igreja Adventista e a comunidade evangélica acabou gerando muitos debates dentro da própria igreja. O historiador George Knight o classificou como ‘o livro mais divisivo’ na história do adventismo e um símbolo da tensão na teologia adventista.

“Embora o livro tenha tido grande aceitação dentro e fora da igreja, nunca havia sido publicado em forma de livro no Brasil. Agora, com o lançamento desta edição anotada, o público de fala portuguesa tem a oportunidade de conhecer esta obra-prima da apologia adventista de forma mais acessível” (Contracapa).

Comentário: Em língua portuguesa, talvez, esse seja o livro mais profundo lidando com a teologia adventista. Não gostaria de falar pormenorizadamente sobre os detalhes do livro, como ele surgiu e suas implicações porque creio que estas questões são melhor discutidas pelo editor do livro, George Knight. Gostaria apenas de destacar três partes do livro que, pra mim, foram as que mais me chamaram a atenção, pelo menos, no momento em que eu lia o livro.

A primeira é o capítulo 8, intitulado “Cristo e o Arcanjo Miguel”. Pra mim essa foi a melhor explicação sobre a identificação de Jesus com o Arcanjo Miguel. O capítulo, além de substanciosa base bíblica conta com os comentários de vários eruditos de outras confissões que concordam com esse ponto de vista.

A segunda é a seção “Perguntas sobre a Imortalidade”, que compreende os capítulos 40 a 44 e falam sobre o estado do homem na morte. A abordagem sobre o assunto é vigorosa e tem sólida base escriturística. O capítulo 44, “Campeões da Imortalidade Condicional”,  é um compêndio de vários eruditos, clérigos, e líderes religiosos, desde a reforma até o início do século XX, que corroboraram com a fé condicionalista.

Por fim, a terceira parte que mais chamou minha atenção foram as notas, escritas por George Knight, no Apêndice B, “A Natureza de Cristo durante a Encarnação”, que lida com a questão da natureza humana de Cristo. A extensa nota 2 é um vislumbre histórico da controvérsia sobre o assunto dentro do adventismo e como um entendimento melhor das influências arminianas sobre o pensamento de Ellen G. White elucidam o assunto.

Este compêndio deve fazer parte da biblioteca de todo adventista e de todo o estudioso da teologia adventista. Altamente recomendado!

domingo, 6 de junho de 2010

Indicação de Livro: Deus no Mundo Real

Bibliografia: Paulien, Jon. Deus no Mundo Real: Segredos para Viver o Cristianismo na Sociedade Moderna. Traduzido por Eunice Scheffel do Prado. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008.

Sinopse: “Num mundo onde o computador e a internet mudaram fundamentalmente a maneira como as pessoas pensam e vivem, numa época em que os fundamentos da vida cotidiana parecem desmoronar com incrível velocidade, a mensagem do evangelho ainda é relevante? Qual é o alicerce da fé cristã?

“Jon Paulien, professor e pesquisador, aborda o tema da salvação em nível pessoal. Deus no Mundo Real esclarece os elementos básicos da mensagem do evangelho e demonstra como essa mensagem pode ser expressa de modo a fazer sentido no ambiente secular.

“O que significa relacionar-se com alguém que você não vê, não ouve ou não toca? O que significa orar num mundo computadorizado? Que diferença faz o fato de você conhecer a Deus?

“Essas são algumas das questões tratadas neste livro escrito para pessoas reais que procuram ter uma fé real, num mundo real demais. Afinal, antes que nossa mensagem produza impacto significativo sobre a sociedade secular, precisamos primeiro ter uma experiência genuína com Deus” (Fonte: Contracapa).

Comentário: Li este livro para uma das disciplinas do seminário. Fazia algum tempo que minha esposa e eu queríamos adquiri-lo e lê-lo, mas a oportunidade só surgiu recentemente.

Na verdade, este livro é a continuação de outro livro do Dr. Paulien, Present Truth in the Real World, infelizmente não publicado ainda em português. Naquele livro, o autor discorre sobre como alcançar as pessoas de mente secularizada. Neste, ele enfoca como aqueles que querem alcançar os secularizados podem viver o cristianismo, de tal maneira que isso faça diferença em suas vidas e nas vidas daqueles a quem pretendem alcançar.

No primeiro capítulo, são abordadas as maneiras pelas quais as pessoas buscam encontrar seu valor: através dos bens, do status, ou dos relacionamentos. Conforme o autor, nenhuma dessas abordagens supre as reais necessidades humanas. O ser humano só pode se sentir completo, aceito, amado e valorizado numa relação com alguém que tenha valor genuíno e inerente, que saiba tudo a nosso respeito, que nos ame apesar de saber tudo a nosso respeito, e que nunca morra. Assim, o único que pode realmente nos mostrar nosso verdadeiro valor é Jesus.

No segundo capítulo, Paulien mostra os fundamentos da justificação pela fé, baseado em Romanos 3:23-25. Ele mostra que necessitamos de uma solução para nossa vida passada tanto quanto para nossa vida presente. Ninguém consegue 100% de acerto em qualquer área da vida. Assim, nossa única saída é a graça de Deus, por meio daquilo que Jesus proveu na cruz, da qual nos apossamos unicamente pela fé.

No terceiro capítulo, o Dr. Jon Paulien aborda as maneiras pelas quais nós mantemos a fé em Jesus. Na primeira parte, ele mostra os sinais perceptíveis em nossa vida de que estamos sendo secularizados ou envolvidos pela religiosidade nebulosa da Nova Era. Em seguida, ele mostra idéias práticas para manter um relacionamento vivo com Jesus através do estudo da Bíblia, oração, estilo de vida, e testemunho pessoal.

No quarto capítulo, o assunto são as impressões. Como ter a guia de Deus para os assuntos dos quais a Bíblia não trata? Talvez esse seja um dos capítulos mais importantes do livro. O autor mostra o equilíbrio que precisamos ter entre uma fé alicerçada na Palavra de Deus e uma fé baseada em nosso relacionamento pessoal com Jesus. As duas coisas caminham lado a lado, uma leva a outra. Sua abordagem do assunto é muito equilibrada.

O quinto capítulo fala sobre a oração intercessória e como ela é importante dentro do contexto do grande conflito. Três coisas importantes são citadas pelo autor: a oração intercessória realmente faz diferença na vida das pessoas; a oração intercessória nos torna sujeitos a um ataque maior do inimigo, pois ele sabe a diferença que isso faz na guerra espiritual; e que, apesar de um maior ataque seu, a oração intercessória cria um ambiente de proteção ao nosso redor, ou seja, se o ataque é maior, a proteção divina, em conseqüência da oração, é muito maior também.

Por fim, no sexto capítulo, Paulien aborda a questão da autenticidade. Normalmente, nós tendemos a esconder quem realmente somos, mesmo diante de Deus. Nesse contexto, a mensagem à igreja de Laodicéia é um chamado pessoal a que tiremos as máscaras diante de Deus para que ele nos transforme integralmente, e também para que não tentemos bancar o “super-herói espiritual” diante das pessoas, como se nunca enfrentássemos lutas e dificuldades na vida.

Excelente livro para o enriquecimento da vida devocional. Altamente recomendado para aqueles que querem renovar seu relacionamento com Cristo.

domingo, 2 de maio de 2010

Indicação de Livro: A Vocação Espiritual do Pastor

Bibliografia: Peterson, Eugene. A Vocação Espiritual do Pastor: Redescobrindo o Chamado Ministerial. Traduzido por Carlos Osvaldo Cardoso Pinto. São Paulo: Mundo Cristão, 2006.

Sinopse: “Pastores também são gente – mesmo quando se esquecem disto.

“A última pessoa de quem se espera ouvir falar de crise pessoal é o pastor. A imagem que se forjou do sacerdote em séculos de história cristã aponta para uma figura praticamente imaculada, imune a vacilações, tão sólida em suas estruturas internas quanto o próprio Cristo. Na prática, porém, suas fragilidades se revelam – às vezes, em episódios cruciais para seu ministério. Em certo momento da vida, o pastor Eugene Peterson passou por este conflito. Descobriu que, ao contrário do que pensava, sua identidade como ‘crente’ e sua vocação como ‘pastor’ não andavam necessariamente de mãos dadas. Viu-se diante do que chamou ‘grande abismo’, numa alusão a Lucas 16:26. E foi naquele momento que clamou a Deus e redescobriu a espiritualidade própria do chamado que recebera.


“A vocação espiritual do pastor, publicado anteriormente pela United Press sob o título À sombra da planta imprevisível, é o relato dessa experiência decisiva, que Peterson compartilha a partir de uma reflexão sobre a personalidade de Jonas e a contenda que travou com sua vocação. Com a autoridade adquirida em anos de prática e uma bagagem acadêmica considerável, Peterson desconstrói mitos e resgata a essência do chamado pastoral, abordando questões que envolvem o labor ministerial e a espiritualidade toda própria que ele pressupõe” (Fonte:
Mundo Cristão).

Comentário: Peterson utiliza-se da história de Jonas para fazer um chamado especial aos pastores. No meio da correria dos afazeres ministeriais, é fácil perder o foco na espiritualidade do trabalho pastoral. O autor, então, faz um alerta e um convite a que os pastores redescubram a espiritualidade até mesmo nos mínimos detalhes de seu labor.

Em alguns momentos, a leitura do texto pode parecer bem densa, mas é recompensador tentar seguir a linha de raciocínio de Eugene Peterson. Uma das primeiras admoestações feitas por ele é a de que o pastor não busque para si os melhores lugares, pois eles nem sempre são os melhores para ele. Se confiarmos que Deus é quem guia o ministério, qualquer lugar para onde ele nos chamar será o melhor lugar para estarmos. Sei que isso é fácil de falar e difícil de viver, todavia esta é a melhor maneira de encarar o chamado ministerial.

Depois, o autor chama a atenção para a sobrecarga de atividades que o pastor tem e que podem ceifar-lhe a verdadeira espiritualidade e seu primeiro ministério: a família. Peterson desenterra um conselho antigo, porém muito necessário em nossos dias: delegue. Não é possível ser pastor sozinho. É preciso contar com as lideranças locais para que o pastor possa ter tempo de ser pastor para sua família, em primeiro lugar, e pastor para sua igreja.

Em seguida, o autor fala sobre a prática das disciplinas espirituais como meios manter o contato com Deus. De maneira especial, ele fala sobre a oração e como podemos aprender a orar com o livro dos Salmos. Uma das coisas mais interessantes que ele diz é que nem todas as disciplinas espirituais servem para um mesmo dia ou para uma mesma ocasião. Há ocasiões em que é necessário ler mais a Bíblia do que orar; em outras, isso é totalmente o inverso. Às vezes é preciso agir e às vezes é preciso calar-se. O discernimento espiritual é saber quando nos utilizarmos de cada recurso que Deus colocou à nossa disposição.

No quarto capítulo, Eugene Peterson fala do ministério sob dois aspectos: geográfico e escatológico: geográfico, porque ocorre em um lugar específico, com pessoas específicas, num tempo específico; escatológico, porque o ministério precisa chamar as pessoas de seu estado e elevá-las a um plano melhor. Em suma, o autor urge-nos a apreciar o lugar onde e as pessoas para as quais desenvolvemos nosso ministério sem cairmos na ilusão de que tudo está pronto e que nenhuma mudança é necessária.

Por fim, o autor chama os leitores a desenvolverem a prática da direção espiritual, ou seja, a capacidade de enxergar as pessoas com os olhos da fé, perceber que elas também podem nos edificar espiritualmente. Além disso, a direção espiritual pressupõe discernimento para se saber quando ler uma passagem bíblica, quando orar e quando apenas ouvir uma pessoa contar seu testemunho de como Deus tem agido em sua vida. É um chamado para ouvir a voz do Espírito em cada detalhe da vida ministerial.

Gostei muito deste livro. Tenho outro, do mesmo autor, que está na fila para ser lido em breve. Com sua leitura, penso que descobri porque o Pr. Luis Nunes, meu professor no seminário, instou conosco para que lêssemos as obras de Dostoiéviski. Recomendo a todos os que já se engajaram na obra ministerial e a todos que, como eu, se preparam para tal.

domingo, 25 de abril de 2010

Éfeso: Um Estudo Histórico-Cultural e Contextual - Parte 5

Aplicação Pessoal

Éfeso era uma cidade grande, uma metrópole. Apesar de sua população, comparada com as grandes cidades de hoje, ser muito inferior, para os padrões da época de seu apogeu, ela era uma São Paulo de seus dias. Paulo escolheu esta cidade como seu eixo missionário para uma região inteira, além de visualizar nela oportunidades únicas de espalhar o evangelho para outras partes do Império Romano.

Podemos extrair desse fato alguns importantes princípios missiológicos. Primeiro, as cidades grandes devem ser alvo dos esforços evangelísticos por sua capacidade de disseminação da mensagem. Por serem conglomerados humanos, o esforço em evangelizar uma grande cidade tem potencial para atingir um grande número de pessoas.

Segundo, as cidades grandes “merecem” ser evangelizadas. Há pessoas lá que, por força das dinâmicas econômicas e sociais, não têm outro lugar para se fixar e conseguirem um meio de subsistência. Mesmo que o ambiente das cidades incentive os mais terríveis crimes e práticas, é lá que as pessoas estão e é lá que precisamos estar para “salgar” suas vidas.

Terceiro, inevitavelmente, em algum momento, o evangelho confrontará os costumes locais. Pode ser que a igreja e seus líderes, por causa disso, sofram algum tipo de perseguição. Mas os verdadeiros cristãos não devem e não precisam demover-se de sua posição. Deus trará, à Sua maneira, o livramento de tais situações e as usará como instrumentos evangelísticos.

Por fim, o fato da religião de Éfeso ter um caráter missionário deve fazer-nos pensar que, ao mesmo tempo em que o povo de Deus se mobiliza e traça planos para alcançar as pessoas, outras ideologias, outras teologias, outros credos, também têm desenvolvido estratégias para espelhar suas idéias. Isso deveria, além de outros fatores, ascender em nós o senso de urgência para cumprir a comissão a nós confiada.

Conclusão

Dedicou-se neste breve estudo a analisar-se a cidade de Éfeso desde ponto de vista histórico-cultural e contextual. Discutiu-se brevemente sua localização, sua história, os principais pontos da cidade e sua religião; ao final, procurou-se, a partir do estudo realizado, tirar algumas lições especiais e aplicá-las a vida devocional. Buscou-se destacar as informações mais pertinentes ao estudo do ministério de Paulo nesta cidade, conforme descrito em Atos e nas epístolas de sua autoria.

domingo, 18 de abril de 2010

Éfeso: Um Estudo Histórico-Cultural e Contextual - Parte 4

A Religião de Éfeso

Como todos os centros comerciais, Éfeso provia uma atmosfera cosmopolita, combinando as culturas grega e romana. A cidade também era um centro de adoração e atraía grande número de peregrinos e seguidores religiosos.[1]

O culto de Ártemis em Éfeso era anterior ao povoamento grego em Éfeso; o próprio nome Ártemis não é grego. A deusa era tradicionalmente venerada como protetora das criaturas selvagens. Essa associação com as criaturas selvagens sobreviveu, de uma forma alterada, em sua adoração em terras gregas como “a rainha e caçadora, vigem e justa.” A Ártemis de Éfeso, por outro lado, parece ter adquirido algumas características da grande deusa-mãe venerada desde o tempo imemorial na Ásia Menor.[2]

Segundo Fant e Reddish, os nativos adoravam a deusa Cibele. Os colonos gregos assimilaram a religião regional e identificaram Cibele com a deusa grega Ártemis, a caçadora virgem. Os romanos, posteriormente, identificaram Ártemis com Diana.[3]

Ártemis era uma antiga deusa de associações mistas. Ela estava identificada com a fertilidade e nascimento. Mesmo que fosse adorada muito tempo antes da dominação grega ou romana, seu culto eventualmente se fundiu com sua contraparte romana Diana, sendo conhecida como a deusa da caça e da lua.[4]

Éfeso tornara-se um ponto de miscigenação racial, um centro comercial cosmopolitano do Império, e um campo de batalha religioso. De acordo com Couch, a divindade ali adorada, antes de se tornar conhecida como Ártemis, era a Astarote dos fenícios. Independente da versão, essa deusa da fertilidade era adorada com prostituição legalizada, subsídios comercializados e um maravilhoso templo.[5]

O culto a Ártemis era marcado por zelo missionário e se espalhou para o ocidente. A deusa competiu com o cristianismo primitivo em sua missão universal, provendo até mesmo revelação por sonhos para o crescimento do seu culto. Lucas descreve a missão em Éfeso como sendo inspirada por sonhos e visões (Atos 2:17; 9:10; 10:10; 16:9; 18:9; 23:11).[6]

A idolatria e a imoralidade eram tão más em Éfeso que a cidade foi apelidada de arch paganismi, “o cúmulo do paganismo.” O Templo de Ártemis iniciou um badalado centro de manufatura de ídolos. Prostitutas e pornografia eram o próximo item básico oferecido aos peregrinos e turistas.[7]

Para os efésios, o templo e a adoração à Ártemis representavam oportunidades econômicas tanto quanto orgulho cívico.[8] Éfeso também era um centro de aprendizado e prática de artes mágicas e práticas ocultas.[9] O povo acreditava em amuletos, poções, palavras mágicas e feitiços.[10]

Mesmo entre os efésios praticantes de magia o evangelho provou seu poder. Muitos deles acreditavam, e vieram até Paulo e seus companheiros missionários, confessando seus sortilégios e revelando seus feitiços. De acordo com a teoria mágica, a potência de um feitiço estava ligado ao seu segredo; se fosse divulgado, se tornava ineficaz. Então estes magos convertidos renunciaram seu poder imaginário ao tornar seus feitiços inoperantes. Muitos deles também reuniram seus papiros mágicos e fizeram uma fogueira com eles. Alguns desses rolos mágicos sobreviveram até nossos dias. A conexão especial de Éfeso com a mágica é refletida pelo termo “cartas dos efésios” para os rolos mágicos.[11]


[1] Knute Larson, I e II Thessalonians, I e II Timothy, Titus, Philemon, ed. Max Anders, Holman New Testament Commentary; Holman Reference (Nashville, TN: Brodman & Holman Publishers, 2000), 157.
[2] Bruce, The Book of Acts, 373-74.
[3] Fant e Reddish, A Guide to Biblical Sites in Greece and Turkey, 178.
[4] Larson, I e II Thessalonians, I e II Timothy, Titus, Philemon, 157.
[5] Couch, ed. A Bible Handbook to the Acts of the Apostles, 351-52.
[6] Barry J. Beitzel, ed. Biblica, the Bible Atlas: A Social and Historical Journey Through the Lands of the Bible (London: New Holland, 2007), 478.
[7] Couch, ed. A Bible Handbook to the Acts of the Apostles, 352.
[8] Larson, I e II Thessalonians, I e II Timothy, Titus, Philemon, 140.
[9] Bruce, The Book of Acts, 369.
[10] Larson, I e II Thessalonians, I e II Timothy, Titus, Philemon, 157.
[11] Bruce, The Book of Acts, 369.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Questão de Identidade

No último sábado, enquanto lia alguns números anteriores da revista Ministry, deparei-me com um artigo de Bruce Manners, pastor no Avondale College, em Cooranbong, Austrália, sobre a questão da identidade denominacional.[1] Ao mesmo tempo, surgia na comunidade “Jovens Adventistas do 7º Dia,” no Orkut, uma discussão sobre o novo livro de George R. Knight, “A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo,” recentemente lançado no Brasil. E, como acontece com quase todo debate em qualquer comunidade do Orkut, o assunto passou das opiniões sobre o livro pra questão da identidade denominacional.[2]

Em vista disso, resolvo postar aqui algumas considerações sobre o assunto, com base nas discussões e no artigo citado.

“. . . [I]dentidade torna uma distinta igreja distinta. Identidade não é nada mais que limites e diferenças. A identidade de um indivíduo ou grupo é definida por aquilo que os torna diferentes dos outros.”[3] Esta citação faz parte da introdução do artigo. Não podemos fugir do fato de que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma igreja distinta das demais. Não o digo por ostentação nem por subserviência: isso é um fato mais do que demonstrado pela história e pelas conversações com nossos irmãos de outras denominações.

O Pr. Manners, em seguida, fala sobre o que aconteceu quando as igrejas congregacionalista, metodista e presbiteriana tentaram unir-se sob um único movimento, a Igreja Unida. Conforme o autor documenta, tal tentativa foi fracassada pois, mesmo com as melhores intenções, a questão da identidade “atrapalhou o meio de campo.” Visões distintas sobre várias questões, desde o batismo até aborto, esfacelaram os sonhos de união do movimento.
Em seguida, usando uma metáfora cunhada por Alden Thompson, o autor compara a igreja a um castelo, como segue:
Imagine a congregação ou denominação como um castelo. [...] A torre central[4] é a fortaleza interior, o mais seguro e protegido lugar do castelo onde as doutrinas nucleares aceitas por todos são encontradas. O pátio não é tão seguro quanto a torre central mas goza da proteção do castelo e permite mais liberdade. Aqui os adventistas discutem o significado do que está na torre central e ponderam se algo novo poderia ser acrescentado ou algo velho tirado. Os muros funcionam como o limite que separa a igreja do mundo. Os que estão fora do muro não fazem mais parte da comunidade.[5]
O autor sugere, mais a frente, que outras coisas podem estar na torre central do castelo, mas que, o que quer que lá esteja, é essencial para a denominação. Além disso, o que está na torre central pode mudar com o tempo, talvez não em essência, mas na compreensão mais apurada da doutrina, pois a verdade é progressiva e se desdobra sobre a verdade já revelada. Contudo, a torre central não é tudo. Outras coisas contribuem para a identidade. O que está no pátio (estábulos, casas, fundição) é importante também para a vida do castelo-igreja. E, alguns ensinos serão distintivos e terão um grande impacto sobre a comunidade.

Nesse ponto, o autor sinaliza que a história de uma congregação/denominação também terá impacto sobre sua identidade. Até mesmo a localização de uma igreja terá influência sobre sua identidade, mesmo que ela não seja congregacionalista. Além disso, com o passar do tempo, coisas antigas estarão buscando um espaço com coisas novas. Armaduras serão usadas com coletes de kevlar, espadas ao lado de fuzis, gamelas ao lado de panelas de pressão, prensas de tipos móveis ao lado de impressoras laser. “O que está na torre central sempre será importante, mas a identidade completa é muito maior que a torre central.”[6]

O que isso tem a ver com a discussão na comunidade “Jovens Adventistas do 7º Dia”? Se compreendida desta maneira, vemos que a Igreja Adventista tem uma identidade muito peculiar, que é formada por sua torre central (na qual gostaria de incluir não somente o que é adventista no adventismo, o que é cristão no adventismo e o que é fundamentalista no adventismo)[7] e por seu pátio, onde os adventistas discutem como expressar o que está nesta torre central em seu cotidiano. Some-se a isso nossa herança protestante que enfatiza o estudo individual da Bíblia, a vastidão dos escritos de Ellen G. White (que, em vista de serem originalmente em inglês, nem todos tem acesso ao todo de sua obra) e toda nossa história e teremos um movimento complexo, com suas próprias nuances, e ainda assim distinto.

Algumas vezes, questões secundárias surgem no pátio. E algumas pessoas do pátio acham que isso afeta o que está na torre central, outras discordam, e outras ainda acham que deveria fazer parte do “tesouro” da torre. Essas ocorrências fazem parte do Castelo-Igreja-Adventista por causa de todos os fatores mencionados no parágrafo anterior. Além disso, não é nosso (adventista) privilégio ter esse tipo de ocorrência em nossas fileiras.

Assim, temos que (1) a torre central do Castelo-Igreja-Adventista, e seu “tesouro” teológico e (2) o pátio onde os adventistas discutem o tesouro da torre. Nosso relacionamento com todas estas partes do castelo é que fazem de nós o que somos. Para que a sobrevivamos a tensão torre-pátio, precisamos cada vez mais de discernimento espiritual, paciência espiritual e maturidade espiritual. Discernimento para proteger, avaliar e crescer no conhecimento do “tesouro”; paciência com aqueles que não têm (e, talvez, nunca tenham) ainda o mesmo discernimento que nós; e maturidade para encarar estas questões.


[1] Bruce Manners, "Reclaiming Chruch Identity in a 'Whatever' Society," Ministry, October, 2009, 20-22. Para acessar o artigo na íntegra, clique aqui.
[2] No caso, a identidade denominacional adventista.
[3] Manners, "Reclaiming Chruch Identity in a 'Whatever' Society," 20.
[4] Tradução da palavra keep. Segundo o Cambridge Advanced Learner's Dictionary, é a principal torre forte de um castelo. Em outras palavras, o lugar mais seguro do castelo.
[5] Manners, "Reclaiming Chruch Identity in a 'Whatever' Society," 21. Grifo do autor.
[6] Ibid., 22.
[7] Conforme George R. Knight, Em Busca de Identidade: O Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas do Sétimo Dia, trad. José Barbosa da Silva (Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2005).

domingo, 11 de abril de 2010

Éfeso: Um Estudo Histórico-Cultural e Contextual - Parte 3

Os Principais Lugares de Éfeso
O sucesso econômico da cidade se deveu principalmente a dois fatores: o templo de Ártemis e o porto. O templo de Ártemis recebia visitantes de todo o mundo, funcionava como uma espécie de banco e empregava muitas pessoas.[1] Além disso, Éfeso possuía o maior teatro ao ar livre de então, e uma famosa biblioteca, a Biblioteca de Celso.[2] Alguns desses lugares são descritos a seguir.

Biblioteca de Celso
Nenhum sinal de uma sinagoga foi encontrado em Éfeso e poucas inscrições judaicas foram descobertas. A presença judaica na cidade é atestada principalmente pela literatura. Josefo menciona várias vezes os judeus de Éfeso e seus privilégios, como liberdade religiosa e isenção do serviço militar.[3]

Durante o consulado de Dolabella, em 44 a. C., foram concedidos privilégios aos judeus, os quais foram posteriormente confirmados pelas autoridades civis e pelo imperador Augusto. Assim, deve ter existido uma grande colônia judaica na cidade.[4]

A Biblioteca de Celso só foi construída entre 105 e 107 d. C. Nela foram encontrados 12.000 papiros.[5] Ela está ligada ao nome de Celso, que foi oponente dos apologistas cristãos no 2º século d. C. Ela é importante, pois, em seus degraus, está entalhada a figura de um menorah,[6] indicando alguma presença judaica na cidade.[7]

Grande Teatro
Deve ter existido outras casas na rua principal de Éfeso, mas as únicas que foram escavas são as que ficam ao sul da cidade, próximas ao Grande Teatro. Essa região devia ter chamado muito a atenção de Paulo. Pela altura dos edifícios, o padrão de telhas vermelhas no teto e a ausência de janelas, Paulo notou que essas não eram casas baratas. Os terraços eram o sinal inequívoco de que eram residências individuais caríssimas.[8]

O Grande Teatro comportava 24.000 pessoas em 66 níveis de assentos. Apesar de estar em ruínas, sua acústica permanece intacta.[9] Seu diâmetro media 150 metros.[10] Foi para esse teatro que, os que contenderam contra Paulo por causa da doutrina cristã que estava afetando os negócios da cidade, se reuniram para discutir o problema (At 19:29).[11]

Alguns eruditos sugeriram que, desde que não foram encontradas estátuas de Ártemis em prata, Lucas deve ter errado no seu relato da revolta de Demétrio (Atos 19:23-38). Uma das razões é porque o foco dos arqueólogos têm sido as grandes construções e não as casas comuns das pessoas, onde tais estátuas provavelmente seriam encontradas. Além disso, objetos de prata seriam os primeiros a serem pilhados numa invasão.[12]

Templo de Ártemis
O impressivo tamanho e beleza do Templo de Ártemis eram internacionalmente reconhecido por seu lugar no cânon das sete maravilhas do mundo antigo.[13]

O Templo de Ártemis foi pela primeira vez construído no 6º século a. C. sob a direção de Kersifron no lugar onde anteriormente havia um centro de culto. Apesar de a cidade ter sido arruinada, a tradição concernente à Ártemis estabeleceu seu templo como o lugar mais santo do oriente do Mediterrâneo.[14]
O templo posterior tinha 128 m de comprimento, 73 m de largura e 18 m de altura. O teto era suportado por 117 colunas. A estátua de Ártemis no interior do templo era, pelo menos em parte, feita de um meteorito, o que explica a declaração de Atos 20:35.[15] Várias estátuas de Ártemis encontradas a descrevem como uma deidade feminina com muitos seios, símbolo de sua fertilidade e riqueza.

O Templo de Ártemis durou até 263 d. C., quando foi queimada pelos góticos e seus destroços foram usados para construção da Basília de São João e da Hagia Sofia, em Istambul.[16] A religião em Éfeso, que é o tema do próximo capítulo, estava intimamente ligada com este templo.



[1] Fant e Reddish, A Guide to Biblical Sites in Greece and Turkey, 178.
[2] Mal Couch, ed. A Bible Handbook to the Acts of the Apostles (Grand Rapids, MI: Kregel Publications, 1999), 352.
[3] Fant e Reddish, A Guide to Biblical Sites in Greece and Turkey, 179-80.
[4] Bruce, The Book of Acts, 355-56; D. R. W. Wood e I. Howard Marshall, New Bible Dictionary, 3ª ed. (Leicester, England; Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1996), 328.
[5] Fant e Reddish, A Guide to Biblical Sites in Greece and Turkey, 193-94.
[6] Palavra hebraica para candelabro. “Por causa da sua santidade era muito usada na arte da sinagoga, tanto na Palestina quanto durante a Diáspora, depois da destruição do Templo.” Avraham Negev, The Archaeological Encyclopedia of the Holy Land, 3ª ed. (New York: Prentice Hall Press, 1996).
[7] Borchert, "Ephesus," 2:116-17.
[8] Murphy-O'Connor, St. Paul's Ephesus, 192.
[9] Borchert, "Ephesus," 2:116.
[10] Elwell e Beitzel, BEB, 709.
[11] Finegan, The Archeology of the New Testament, 162.
[12] Borchert, "Ephesus," 2:117.
[13] Murphy-O'Connor, St. Paul's Ephesus, 188. As outras Maravilhas do Mundo Antigo eram: a Grande Pirâmide de Gizé, o Farol de Alexandria, a Estátua de Zeus em Olímpia, o Colosso de Rodes, o Mausoléu de Halicarnasso e os Jardins Suspensos da Babilônia, cf. Fant e Reddish, A Guide to Biblical Sites in Greece and Turkey, 178.
[14] Borchert, "Ephesus," 2:116-17.
[15] Wood e Marshall, New Bible Dictionary, 328.
[16] Finegan, The Archeology of the New Testament, 157.
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