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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Indicação de Livro: O Juízo Investigativo Pré-Advento

Bibliografia: Alves, João Antônio Rodrigues. O Juízo Investigativo Pré-Advento: Uma Avaliação de Seu Desenvolvimento Histórico nos Escritos de Uriah Smith, Edward Heppenstall e William H Shea. Cachoeira: CEPLIB, 2008.

Sinopse: “O conceito do juízo investigativo é um pilar da teologia adventista. Entretanto, ocasionalmente algumas vozes se levantaram dentro da IASD que negaram ou questionaram este conceito. Por sua vez, este conceito teológico tem sido defendido firmemente pelos intérpretes adventistas. Questionam-se vários elementos fundamentais relacionados com o juízo, como as datas de 457 a. C. e 1844 d. C. como uma explicação de Daniel 8:14, a relação entre os capítulos 8 e 9 de Daniel, o princípio de interpretação profética dia-ano, a relação entre Daniel 8 e Levítico 16, entre outros.

“As críticas, portanto, atacam os aspectos exegéticos, históricos e teológicos deste conceito, e suscitam as seguintes perguntas: É possível que as eventuais críticas hajam levado a uma reavaliação do conceito? Há mudanças essenciais na maneira em que o tema tem sido interpretado durante o transcurso dos anos, até nossos dias?

“Algumas perguntas são importantes ao se analisar o tema do juízo, dentre as quais se destacam: Mantém-se a interpretação tradicional defendida pelos pioneiros? Há continuidade ou descontinuidade interpretativa histórica-teológica sobre o tema do juízo na IASD? Tem surgido alguma idéia nova, uma nova visão, um refinamento teológico, agregados ao conceito inicial, que tornou a posição sobre o juízo mais significativa ou adequada ao momento teológico atual da igreja? Eventuais sugestões sinalizam uma possível mudança radical na compreensão do juízo com a passagem do tempo?

“No presente estudo apresenta-se uma exposição sistemática e cronológica da compreensão do conceito do juízo investigativo nos escritos de Uriah Smith, Edward Heppenstall e William H. Shea, os quais representam diferentes épocas na história da teologia adventista e as diferentes tendências na compreensão do juízo investigativo pré-advento na IASD. Assim, Smith representa a época formativa, Heppenstall a intermediária e Shea a contemporânea.

“Visto que estes autores oferecem uma oportunidade para a observação de variações, modificações, refinamento ou reformulações na exposição do conceito do juízo investigativo, o pensamento de cada um deles é comparado, com o objetivo de verificar em que aspectos coincidem e em quais diferem. Assim, as exposições de ditos autores servem para uma observação de como a IASD enfocou este tema no transcurso do tempo, e identificar se tais exposições responderam às críticas apresentadas contra sua compreensão sobre o tema do juízo” (Fonte: Contracapa).

Comentário: Excelente livro sobre o desenvolvimento histórico da doutrina do Juízo Investigativo dentro do adventismo. A proposta do autor, conforme delineada na contracapa, é analisar esse desenvolvimento através dos escritos de três teólogos adventistas que pensaram e escreveram sobre o assunto em três épocas distintas.

O primeiro capítulo do livro dá o ambiente histórico onde se iniciou o movimento milerita e estabelece o momento incipiente onde o conceito do juízo investigativo se desenvolveu dentro do milerismo. Atenção especial é dada a Josias Litch que, como se demonstra, foi o pioneiro milerita que fez os primeiros aportes ao conceito.

No segundo capítulo é analisado o conceito do juízo investigativo dentro dos escritos de Uriah Smith, principal erudito da teologia adventista por muitos anos, principalmente na era formativa. Como proposto, mostra os primeiros desenvolvimentos do conceito dentro do adventismo do sétimo dia, principalmente a iteração entre os conceitos do santuário, da purificação desse santuário, e do tempo de sua purificação, a profecia da 2300 tardes e manhãs (Daniel 8:14).

No terceiro capítulo os escritos de Edward Heppenstall são analisados e como ele desenvolveu o conceito do juízo investigativo. Como no capítulo anterior, se estuda como a doutrina foi estabelecida dentro da perspectiva do tempo, do lugar e da ação descritas em Daniel 8:14. Muito interessante a análise do cristocentrismo em toda a teologia de Heppenstall, não só com relação a doutrina do juízo investigativo, como outros ramos da teologia adventista.

No quarto capítulo a produção literária de William Shea sobre o assunto é analisada. Além de mostrar as mesmas categorias estudadas nos capítulos anteriores, o Dr. João Antônio mostra como Shea reforçou as bases exegéticas e teológicas da doutrina do juízo investigativo, principalmente com o estudo exegético de Daniel e o aprofundamento do princípio dia-ano.

No quinto e último capítulo, se faz um apanhado geral de todo o livro e o que pode ser aprendido do estudo. A principal conclusão é que o conceito do juízo investigativo se manteve essencialmente o mesmo, desde o início do adventismo do sétimo dia até nossos dias, o que mostra que nossos pioneiros estabeleceram a doutrinas sobre bases sólidas o suficiente para que o crivo do tempo mostrasse a importância de tais descobrimentos doutrinários.

É um excelente livro e de fácil leitura, apesar de se tratar de uma tese doutoral. Traz, além, é claro, do foco principal do estudo, informações importantes sobre o juízo investigativo e sua relevância para nossos dias. Altamente recomendado!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Indicação de Livro: Testemunhas Oculares

Bibliografia: Douglass, Herbert E. Testemunhas Oculares: Histórias de Pessoas que Conheceram Ellen White e Creram em Seu Dom. Traduzido por Karina Carnassale Deana. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2008.

Sinopse: “Eles estiveram lá. Eles viram Ellen White. Eles a ouviram falar. O que as suas histórias têm a nos dizer hoje?

“Um pregador com duas esposas.

“Uma evangelista com uma mancha em sua vida.

“Um homem cuja presença impossibilitou Ellen White de falar.

“Essas são apenas algumas das 24 histórias fascinantes que você encontrará neste livro. Os adventistas que ouviram Ellen White pregar ou que a viram em visão eram muito parecidos conosco. Assim como nós eles tinham dúvidas, problemas e preocupações ao tentarem manter a fé durante as atividades cotidianas do trabalho, do relacionamento familiar e da igreja. Mas, diferentemente de nós, muitos deles tiveram a oportunidade de ver de perto o dom profético em ação.

“Cada um dos envolvidos nessas histórias foi diretamente influenciado por Ellen White e suas visões. Eles viram por si mesmos o poder de Deus que acompanhava o trabalho dela. Alguns continuaram a rejeitar suas mensagens. Para muitos, porém, o resultado foi uma confirmação poderosa de sua confiança no ministério da serva do Senhor.

“Você apreciará este livro como fonte de histórias fascinantes sobre Ellen White, mas também como ótima leitura (Fonte: contracapa).”

“Cada um dos envolvidos nessas histórias foi diretamente influenciado por Ellen White e suas visões. Eles viram por si mesmos o poder de Deus que acompanhava o trabalho dela. Alguns continuaram a rejeitar suas mensagens. Para muitos, porém, o resultado foi uma confirmação poderosa de sua confiança no ministério da serva do Senhor (Fonte: Casa Publicadora Brasileira).”

Comentário: Muitos ficam intimidados ao ver a quantidade de páginas do outro livro de Hebert Douglass publicado em português, Mensageira do Senhor. Contudo, um vislumbre de algumas das principais histórias contadas neste livro está em Testemunhas Oculares.

Como o próprio título já diz, o autor coletou as histórias que envolveram o ministério profético de Ellen White e as contou do ponto de vista de quem com ela conviveu. É claro que, para esclarecimento, algumas citações dos livros dela são feitas. Contudo, primariamente, o material é da pena das pessoas que testemunharam as visões, conselhos e lições de Ellen White.

É um livro fácil de ler, de linguagem agradável, e muito envolvente. Muitas vezes, você se sentirá como um dos ouvintes numa grande campal, ou como um membro de uma mesa diretiva, e poderá vislumbrar um pouco de como teria sido estar naqueles lugares, naquele tempo, tendo o privilégio de ouvir a mensagem de Deus diretamente de Seu apontado instrumento.

Além de tudo isso, esse livro o ajudará a ter uma compreensão inicial do impacto do ministério de Ellen White dentro do seio da Igreja Adventista. Contudo, o mais importante é como esse livro pode ajudá-lo a fortalecer a confiança no dom profético dado à igreja de Deus nessa Terra. Mais do que isso, poderá ajudá-lo a, ainda hoje, no século XXI, confiar no conselho divino dado através da mensageira do Senhor, Ellen G. White.

Indicação de Livro: Arco-Íris sobre o Inferno

Bibliografia: Mohri, Tsuneyuki. Arco-Íris sobre o Inferno: O Milagre na Vida de um Combatente Japonês da Segunda Guerra Mundial. Traduzido por Delmar F. Freire. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2008.

Sinopse: “Este livro relata os horrores da Segunda Guerra Mundial através dos olhos de um jovem japonês que se uniu à resistência contra os americanos e tornou-se um assassino. A prisão de Saburo e sua condenação à morte formaram o pano de fundo para um encontro capaz de transformar a vida, o encontro com outro Homem condenado que morreu muito tempo atrás para garantir sua liberdade. Ao ler esta história, você também vai encontrar o Homem que libertou Saburo - Aquele que dá vida aos que foram condenados à morte (Fonte: Casa Publicadora Brasileira).

Comentário: Excelente livro ambientado na Segunda Guerra Mundial. Uma experiência linda e cativante sobre a conversão de Saburo Arakaki. O cuidado de Deus, Sua proteção, Sua insistência em salvar Seus filhos, Seu poder imputado àqueles que o querem obedecer não importa o que aconteça, a transformação que Sua graça produz: esses são alguns dos temas que esta biografia traz. Leitura altamente recomendada.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Indicação de Livro: Do Sábado para o Domingo


Bibliografia: Haynes, Carlyle B. Do Sábado para o Domingo. Traduzido por Almir A. Fonseca. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2006.
Sinopse: “Este livro mostra, através de fatos bem documentados, que o ciclo semanal permanece inalterado desde a Criação. E que o sábado do sétimo dia, portanto, não se perdeu ao longo da história humana. Nem mesmo com a mudança no calendário, em 1582. Sua observância, entretanto, foi mudada para o primeiro dia da semana. Veja aqui quando, como, por que e por quem foi efetuada essa mudança” (Fonte: contracapa).
“Exame dos aspectos históricos da questão do sábado mostrando como, quando, por que e por quem foi feita a mudança do sétimo para o primeiro dia da semana. Este livro mostra, através de fatos bem documentados, que o ciclo semanal permanece inalterado desde a Criação. E que o Sábado do sétimo dia, portanto, não se perdeu ao longo da história humana” (Fonte: Casa Publicadora Brasileira).
Comentário: Pequeno, mas robusto. Esse livreto traz informações preciosas sobre a questão da mudança da adoração do sábado para o domingo. Além de mostrar as bases bíblicas para a observância do sábado do sétimo dia, mostra também como a igreja cristã adotou o primeiro dia da semana, o domingo, como dia de culto e adoração, a questão da mudança do calendário juliano para o gregoriano, o que os credos protestantes dizem a respeito da vigência da Lei de Deus e como a mensagem do sábado é importante para os nossos dias.
A linguagem do livro é fácil mesmo contendo muitas informações e citações. Pra quem está começando a descobrir a verdade do sábado ou pra quem quer revitalizar sua crença nesta maravilhosa doutrina, este livro é um prato cheio.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Em Casa ou numa Hospedaria: Onde, Afinal, Nasceu Jesus?

Antes de ler as próximas linhas e sem ler qualquer parte da Bíblia, pare e pense: quando você imagina o nascimento de Jesus, qual é o ambiente? Agora, lei Lucas 2:1-7 (abaixo). Será que, como eu, você não completou com a imaginação (ou com a tradição) vários detalhes que não estão no texto?

1 Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se.
2 Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria.
3 Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.
4 José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi,
5 a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6 Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias,
7 e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.[1]

Recentemente, através do blog da Logos, li um artigo muito interessante da Bible Study Magazine, revista que aborda tópicos e ferramentas sobre o estudo da Bíblia, principalmente o Logos Bible Software. A revista é bimestral e na última edição (nov-dez) apareceu o artigo “Away in a Manger, but Not in a Barn”, de Gary A. Byers (leia o artigo na íntegra).[2] Não concordo com tudo o que o artigo diz, principalmente algumas conclusões sobre o significado do ambiente no qual Jesus nasceu. Gostaria, porém, de compartilhar algumas coisas que descobri com o artigo e outros materiais que li (motivados pelas discussões sugeridas no texto) para que nós possamos repensar o ambiente do nascimento de Jesus.

Uma Falsa Acusação

Muitas vezes, nos programas de Natal nas igrejas, se encena a história do nascimento de Jesus. Lembro-me de ter, eu mesmo, participado de uma peça assim. O enredo da encenação era de que o dono de uma hospedaria não quis dar lugar para Jesus em seus aposentos e mandou-os para o estábulo para dormir com os animais. Enquanto isso, seu filho, que era pastor de ovelhas, recebe a mensagem dos anjos e corre para contar a sua família sobre o nascimento do Messias. E qual não é a surpresa daquele hospedeiro ao descobrir que a tão esperada Criança nascera no estábulo de sua hospedaria.

Contudo, se atentarmos para o relato de Lucas (que é o único que conta esta parte da história) vemos que não existe tal personagem, o dono da hospedaria. Não há, inclusive, nenhum registro de uma suposta conversa entre eles. A única coisa que é dita é que “não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas 2:7).

Portanto, a primeira coisa que precisamos fazer é nos desculparmos com os hospedeiros da Palestina. Por anos nós os acusamos de serem mesquinhos e darem o pior lugar para que Maria e José se acomodassem. Inclusive, o Comentário Bíblico Adventista diz que não havia lugar “simplesmente porque a hospedaria já estava cheia de convidados. Nenhum pensamento de não-hospitalidade da parte do hospedeiro é implicado.”[3]

Um Lugar Diferente

No começo dessa postagem, quando pedi que você imaginasse a cena do nascimento de Jesus, veio à sua mente a imagem de um estábulo, cheio de bois, jumentos e ovelhas, entre os quais Maria deu a luz? A maioria das pessoas tem essa imagem. Fomos acostumados a ver nos presépios e figuras a representação de um estábulo. E, juntamente com a figura do malvado hospedeiro, vemos este estábulo longe da hospedaria, José e Maria cercados de animais e completamente sozinhos no mundo.

Por que é essa a imagem que nos vem a mente? Não é por causa de alguma menção do texto, mas pela proeminência de uma palavra: manjedoura. E, como diz Byers em seu artigo, pra nossa mente ocidental, o lugar da manjedoura é no estábulo.[4] Mas não era necessariamente assim no 1 séc. a. C. Segundo o TDNT, a maior parte das manjedouras (e dos animais) ficava dentro de casa, principalmente a noite. As manjedouras, muitas vezes, eram escavadas na rocha, mas estavam dentro do espaço onde a família vivia.[5] Normalmente, as casas possuíam dois pavimentos. O térreo era utilizado durante o dia para várias atividades; os quartos, porém, ficavam no andar superior. Durante a noite, animais feridos e/ou animais de maior valor eram alojados nesse pavimento inferior. Até mesmo, em algumas noites frias, era possível dormir com os animais para poder se aquecer.

Além disso, por que insistimos que Jesus estava numa hospedaria? Em Lucas 2:7, a palavra traduzida por hospedaria é κατάλυμα (katalyma). Esta palavra ocorre em apenas outros dois lugares no Novo Testamento (Marcos 14:14; Lucas 21:11), mas traduzida por aposento. E, notem: esta é a palavra para o que nós chamamos de cenáculo, o lugar da Última Ceia. Assim, κατάλυμα se refere ao andar superior de uma casa, onde se toma uma refeição ou onde se dorme.

Se Lucas estivesse se referindo a uma hospedaria, ele saberia como chamá-la devidamente, como ele realmente o fez ao contar a parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37). Lucas teria empregado a palavra πανδοχεῖον (pandocheion) como em Lucas 10:34. Inclusive, ao falar desse lugar, ele cita o πανδοχεύς (pandocheus), o hospedeiro (Lucas 10:35).

Um Fato Notável

O que toda essa discussão pode acrescentar à nossa compreensão do nascimento de Jesus? Em primeiro lugar, deveria nos alertar quanto a não impor sobre as Escrituras imagens preconcebidas ou impostas pela tradição. A verdade sempre é melhor e sempre acrescenta mais à nossa vida espiritual do que algo deturpado ao longo dos anos.

Byers, pelas considerações acima, sugere que Jesus, ao invés de ter nascido numa hospedaria, tenha nascido numa casa, muito provavelmente entre sua família que morava em Belém. Assim, o fato de não haver lugar para Maria e José junto com os seus familiares no andar superior da casa reforça o pensamento de que nem mesmo sua própria família reconheceu o extraordinário acontecimento que ocorria.

Normalmente, citamos a falta de discernimento espiritual dos líderes de Israel que não puderam se aperceber do tempo em que viviam. Com a abordagem de Byers também podemos ver que nem a família próxima de Jesus teve tal discernimento, a começar por seu nascimento.

Que, ao contrário da família de Jesus, nossa família possa estar atenta à presença de Jesus, não apenas no Natal, mas em todos os momentos da vida. Apesar de batido, vale a pena lembrar o antigo refrão: “que Jesus nasça, mais uma vez, em seu coração.” Feliz Natal!

[1] Sociedade Bíblica do Brasil, Almeida Revista e Atualizada (Sociedade Bíblica do Brasil, 1993; 2005), Lc 2:1-7.

[2] Byers, Gary A. "Away in a Manger, but Not in a Barn: The Nativity Like You`ve Never Seen It Before." Bible Study Magazine 1, no. 4 (2009): 44-46.

[3] The Seventh-day Adventist Bible Commentary. Editado por Nichol, Francis D. Hagerstown: Review and Herald Publishing Association, 1978, 5:698.

[4] Byers, “Away in a Manger,” 45.

[5] Theological Dictionary of the New Testament. Editado por Kittel, Gerhard e Gerhard Friedrich. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1976, 9:52.

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