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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Indicação de Livro: Sobre a Preparação e Entrega de Sermões

Bibliografia: Broadus, John A. Sobre a Preparação e Entrega de Sermões: O Mais Completo Manual de Homilética da Atualidade. Traduzido por Cláudio Rodrigues. São Paulo: Hagnos, 2009.

Sinopse: “Entendemos que um clássico, por representar um primitivo esforço de exploração humana, goza de status privilegiado em face da exploração contemporânea no mesmo campo, o que condiz com o fato deste seu status privilegiado fazer com que os modernos cultores da disciplina em questão acreditem poder aprender tanto com o conteúdo desta obra quanto com o estudo das obras de seus contemporâneos.

“Um clássico tem grande valor porque estabelece critérios básicos em seu campo de especialidade, critérios estes que servirão, para as gerações que se seguirão, como nortes. Aqui fica claro que se pressupõe que haja, no âmbito da humanidade, problemas comuns e universais que se sobressaem ao tempo e ao espaço, problemas humanos.

“No âmbito de uma determinada disciplina, o novo só deve ser respeitado à medida que ele, tendo trilhado o árduo caminho de retorno e de escuta ao que os mais velhos disseram, o que já significa uma atitude de respeito ao quinto mandamento, honrar pai e mãe, ao mesmo tempo em que, guiado pela experiência dos antigos, possa nos esclarecer sobre os novos rumos a serem tomados; e isto com o merecido respeito às autênticas contrapondo-se às ideológicas reivindicações da modernidade.

“Bem, o clássico Sobre a Preparação e a Entrega de Sermões do Dr. Broadus tem permanecido, no campo da homilética como tal porque preenche os requisitos expostos acima e, por isso, continua e continuará sendo de leitura indispensável para todos que acreditam que a pregação ou, a genuinamente cristã, homilia deve ser estudada com todo o respeito que merece, afinal de contas, trata-se, nada mais nada menos, do evento da Palavra de Deus que é a pregação pelo próprio Deus, mas, no que diz respeito a nós, façamos a nossa parte” (Fonte: Erdos).

Comentário: Este é um excelente livro sobre homilética, a arte de pregar. Apesar de ser um livro antigo (sua primeira edição data de 1870), seu conteúdo permanece um tesouro. Mesmo porque, para essa nova edição em português, seu conteúdo foi revisto, aprimorado e atualizado, sem perder, contudo, sua essência.

Apesar de seu conteúdo excepcional, não recomendo que esse seja o primeiro livro de homilética de alguém. Apesar de cobrir todos os principais tópicos sobre a preparação de um sermão, ele não faz de maneira técnica. Ele é mais uma dissertação, uma explicação dos princípios gerais, não um livro instrumental que ensina as técnicas básicas para a elaboração de um sermão. Antes de lê-lo, alguém que quisesse aprimorar sua técnica homilética deveria ler as obras Pregação Bíblica, de Haddon W. Robinson,[1] que ensina, de maneira prática, os passos para se produzir um bom sermão, e Como Preparar e Apresentar Sermões, de Emilson dos Reis,[2] que, além de tratar (apesar de mais brevemente que Robinson) da elaboração do sermão, também traz técnicas para a melhoria da dicção e figuras ilustrativas dos principais gestos usados na apresentação do sermão.

Alguns capítulos da obra de Broadus merecem especial menção. O capítulo 19, “Argumentação”, trata dos princípios da argumentação e como utilizá-los para a elaboração do sermão. O capítulo 30, “Os Métodos de Elocução”, discorre sobre as várias maneiras pelas quais um sermão pode ser apresentado, seus pontos fortes e fracos, e a técnica que, segundo o autor, é a mais eficaz de todas elas. O capítulo 33, “Abordagens Contemporâneas à Elocução do Sermão”, traz algumas idéias novas de como o sermão pode ser apresentado. Além disso tudo, fiquei feliz em encontrar, mesmo num tratado homilético não-adventista, um espaço especial dedicado a cultura da voz (capítulo 31, “A Voz na Elocução") e aos elementos do culto ( seção VIII, “A Direção do Culto Público”).

O livro em si é de capa dura, folhas com gramatura um pouco mais grossas e papel levemente amarelado, o que torna sua leitura muito aprazível. Recomendo-o, pois além de sua linguagem fácil, traz à tona novos lampejos sobre a arte de preparar e apresentar sermões.

[1] Robinson, Haddon W. Pregação Bíblica: O Desenvolvimento e Entrega de Sermões Expositivos. Traduzido por Hope Gordon Silva. São Paulo: Shedd Publicações, 2002.

[2] Reis, Emilson dos. Como Preparar e Apresentar Sermões. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2007.

sábado, 28 de novembro de 2009

Indicação de Livro: A Luz de Hebreus

Bibliografia: A Luz de Hebreus: Intercessão, Expiação e Juízo no Santuário Celestial. 2 ed. Editado por Holbrook, Frank B. Engenheiro Coelho: Unaspress, 2009.

Sinopse: “Embora não seja um livro profético, Hebreus teve uma função vital para os pioneiros do adventismo no contexto do Desapontamento em 1844, pois forneceu os passos iniciais para a compreensão e solução daquele acontecimento. Seu estudo foi um fator decisivo nos anos de formação doutrinária do adventismo, especialmente ao definir a crença bíblica do ministério sacerdotal expiatório de Jesus no santuário celestial, em duas fases, com forte ênfase na segunda vinda. A carta aos Hebreus apresenta de forma específica e sistematizada temas essenciais apenas esboçados em outros livros. A Luz de Hebreus, quarto volume da série Santuário e Profecias Apocalípticas, traz uma seleção dos melhores artigos produzidos com base no estudo dessa carta singular. Aborda a correspondência tipológica entre os santuários celestial e terrestre e as referências ao dia da expiação, além de analisar todas as passagens-chave e discutir a tradução mais correta para certos termos originais” (Fonte: Unaspress).

Comentário: Excelente livro sobre Hebreus e sua importância para a teologia adventista. Talvez alguns, ao lerem suas páginas, ficarão um pouco atordoados por verem que muitos dos nossos argumentos leigos sobre a conexão entre o Hebreus e Levítico não são totalmente verdadeiros. Mas terão, como recompensa, a segurança de entender melhor a contribuição singular da epístola para nosso entendimento da doutrina do santuário e do ministério bifásico de Jesus no céu.

Destaque especial para o capítulo 2, “Panorama Geral de Hebreus”, cujo autor é William G. Johnsson. Ele trás uma introdução sucinta, mas muito equilibrada, sobre a estrutura, propósito e contexto histórico da epístola. Além disso, o capítulo 7, “Tipologia no Livro de Hebreus”, de autoria de Richard M. Davidson, é uma aula sobre tipologia bíblica.

Apesar de alguns erros de digitação e a aparente confusão nas subdivisões do capítulo 7, o livro é excelente. Não apenas dá ao leitor informações como também lampejos dAquele que, em todas as coisas, é Superior: Jesus.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Indicação de Livro: Vivendo na Palavra

Bibliografia: Hendricks, Howard e William Hendricks. Vivendo na Palavra. Traduzido por Talita Rose Bauler. São Paulo, SP: Batista Regular, 1998.

Sinopse: “Uma ferramenta ideal para o ensino do estudo da Bíblia na igreja ou para o aprendizado individual.

“Bíblias empoeiradas levam a vida sujas. Na verdade, ou você está na Palavra e a Palavra o está conformando à imagem de Jesus Cristo, ou você está no mundo e o mundo o está pressionando a seus moldes.

“Muito embora a Bíblia continue sendo o livro mais vendido no mundo, é também um dos mais negligenciados. O estudo da Bíblia é obrigatório para o cristão. Mais do que uma obrigação, ela provê proteção para a batalha diária, conforto nas esperanças frustradas, e educação contínua para uma vida que vale a pena ser vivida.

“O que se pode esperar deste livro?

“Você encontrará um processo simples e provado;

“Você ganhará um valioso senso de autoconfiança;

“Você experimentará a alegria da descoberta pessoal;

“Você irá aprofundar seu relacionamento com Deus.

“Você aprenderá a estudar a sua Bíblia.” (Fonte: Erdos)

Comentário: Gostaria de ter lido esse livro antes mesmo de vir para o seminário. Com uma linguagem acessível e descomplicada, os autores demonstram um método muito interessante de estudo pessoal da Bíblia. Até onde pude perceber, a metodologia é solidamente baseada em princípios hermenêuticos sadios. Seu grande mérito é traduzir todas as ferramentas das quais os teólogos se utilizam de uma maneira que qualquer pessoa que se interesse genuinamente pelo estudo da Bíblia não encontrará dificuldades muito grandes para fazê-lo.

Além disso, aqueles que já tem certa familiaridade com o processo hermenêutico encontrarão várias dicas importantes e, até mesmo, lampejos devocionais durante todo o livro. Apreciei muito a sua leitura. Pretendo relê-lo para anotar algumas dicas que julguei de especial valor e algumas frases e histórias também muito úteis até mesmo para a pregação.

Apesar de sua ênfase inicial no conceito da inerrância (com o qual não concordo plenamente, apesar de admirar o esforço em defender a confiança na Bíblia), recomendo este livro a todos os que querem se engajar num estudo profundo das Sagradas Escrituras aprendendo por si só as grandes verdades da inefável Palavra de Deus.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cantando o Pai Nosso

Quando cursei a disciplina Grego I com o Prof. Milton, aqueles que precisassem de uma “forcinha” na média poderiam recitar a Oração do Senhor, o Pai Nosso, em grego. Naquela época, não precisei decorar os versos, mas sempre quis saber essa passagem de cor na língua original.

Marlon Miranda foi muito criativo ao compor esta música cuja letra é o Pai Nosso em grego. Coloco abaixo o vídeo e a letra (interlinear) pra que você possa acompanhar. Na primeira linha, a letra em caracteres gregos. Na segunda linha, a transliteração. Na terceira linha, a tradução, conforme a Almeida Revista e Atualizada. Enjoy!




Πάτερ ἡμῶν ὁ ἐν τοῖς οὐρανοῖς
Pater hēmōn ho en tois ouranois
Pai nosso que estás no céus

ἁγιασθήτω τὸ ὄνομά σου
hagiasthētō to onoma sou
santificado seja o teu nome

ἐλθέτω ἡ βασιλεία σου
elthetō hē basileia sou
venha o teu reino

γενηθήτω τὸ θέλημά σου
genēthētō to thema sou
faça-se a tua vontade

ὡς ἐν οὐρανῷ καὶ ἐπὶ γῆς
hōs en ouranō kai epi gēs
assim na terra como no céu

τὸν ἄρτον ἡμῶν τὸν ἐπιούσιον δὸς ἡμῖν σήμερον
ton arton hēmōn ton epiousion dos hēmin meron
o pão nosso de cada dia dá-nos hoje

καὶ ἄφες ἡμῖν τὰ ὀφειλήματα ἡμῶν
kai afes hēmin ta ofeimata hēmōn
e perdoa-nos as nossas dívidas

ὡς καὶ ἡμεῖς ἀφήκαμεν τοῖς ὀφειλέταις ἡμῶν
hōs kai hēmeis akamen tois ofeiletais hēmōn
assim como nós temos perdoado aos nosso devedores

καὶ μὴ εἰσενέγκῃς ἡμᾶς εἰς πειρασμόν
kai mē eisenenkēs hēmas eis peirasmon
e não nos deixes cair em tentação

ἀλλὰ ῥῦσαι ἡμᾶς ἀπὸ τοῦ πονηροῦ
alla rhysai hēmas apo tou ponērou
mas livra-nos do mal

ὅτι σοῦ ἐστιν ἡ βασιλεία καὶ ἡ δύναμις καὶ ἡ δόξα εἰς τοὺς αἰῶνας
hoti sou estin hē basileia kai hē dynamis kai hē doxa eis tous aiōnas
pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre

ἀμήν
amēn
amém

"Contando" o Alfabeto Grego

Gostei desse vídeo que encontrei no YouTube. É um método alternativo pra quem quer aprender o alfabeto grego através de recursos mnemônicos. Bem interessante e instrutivo.

É Hora de Viver

Depois de quatro meses, é bom poder ter tempo para publicar algo no blog. Como vocês viram, ele está com um layout novo (dica da minha esposa) e espero agora entrar num ritmo melhor do que “de três em três meses” para sua atualização.

Minha ausência se deveu ao meu estágio de Evangelismo. Durante o curso de Teologia, no segundo semestre do terceiro ano, os alunos são enviados para os mais diversos lugares do país para dirigir uma série de conferências públicas. Ao invés de serem apenas obreiros, cada aluno é, virtualmente, o “pastor-evangelista” de seu ponto. Ele organiza a igreja, o trabalho, os materiais, o local das reuniões; faz contatos com autoridades locais, prega, dá estudos bíblicos; enfim, todas as responsabilidades de uma campanha evangelística estão sobre seus ombros. Essa experiência é muito gratificante e educativa. O envolvimento no trabalho missionário de maneira tão imersiva coloca sob nova perspectiva nosso chamado para o ministério.

Meu estágio foi realizado na cidade de Alagoinhas – BA, a 100 quilômetros daqui do SALT. O bairro onde realizamos o evangelismo foi o Mangalô, bairro de periferia, já na saída da cidade em direção a Feira de Santana. Duas igrejas deram seu apoio para o desenvolvimento do projeto: a igreja do Petrolar e do 15 de Novembro, ambas do distrito do 21 de Setembro, pasteoreado pelo Pr. Pedro Evilázio.

Se você quiser saber um pouco mais sobre como foi esta experiência, não só pra mim, mas para muitos de meus colegas, abaixo estão os links das três notícias que coloquei no blog do Evangelismo, especialmente produzido para que pudéssemos contar e receber as notícias de todos os evangelistas.

Por fim, agradeço muito a Deus pela oportunidade de me engajar neste ramo de Seu trabalho. Com certeza, será inesquecível esse período que passei submerso no trabalho evangelístico. Agradeço também, de maneira muito especial, à minha esposa, que foi, em todos os momentos, meu porto seguro, meu esteio, meu consolo, e minha fiel conselheira. Agradeço também a todos os que oraram e contribuíram financeiramente para esse projeto. Deus lhes dará justa recompensa no dia de Sua vinda. Obrigado a todos.

Clacir Virmes Junior - É Hora de Viver no Mangalô (Alagoinhas – BA)

Clacir Virmes Junior - É Hora de Viver Milagres no Mangalô (Alagoinhas – BA)

Clacir Virmes Junior - É Hora de Viver os Primeiros Batismos no Mangalô (Alagoinhas – BA)

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